RESENHA – ROBIN HOOD. A ORIGEM

Última atualização: 16:41

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Ao longo dos anos são leituras e releituras do grande clássico daquele mascarado que roubava dos ricos e dava aos pobres e nessa nova leitura, não poderia ser diferente, porém essa parte da história é mostrada de forma rápida e objetiva, o foco maior é direto na revolução liderada por Hood, no seu romance, destruído pelo processo que transforma o lord em um soldado das cruzadas inglesas e sua volta depois de 4 anos ja com tudo diferente e dominado por um xerife ligado a igreja, que acaba por ser um ótimo antagonista rodeado de muita maldade em nome de Deus, que por sua vez, mostra toda a podridão da igreja na época das cruzadas.

O filme tem um lado bem reflexivo, baseado no poder em nome da igreja e uma revolução de plebeus contra ela, tudo por conta de uma política baseada na unilateralidade onde quem tem mais, terá sempre mais, enquanto moros e plebeus morrem em guerras desleais, essa situação é o ponto alto do filme, mas perde pro lado da ação na qual o longa é construído e moldando cada personagem, como por exemplo o moro que faz o papel de primeiro a tentar matar Hood e logo em seguida, se tornando seu mentor, interpretado por Jammie Foxx, que corre muito bem e lado a lado com Robin pra mostrar o que é ter senso de justiça, baseado nisso é que toda a amarração acontece no filme.

Tudo acontece em Nottingham, os treinos de Robin com John são bem executados, Robin Loxley vai se tornando aos poucos Robin Hood, mas sua construção não vai muito além da adição do famoso capuz a fim de esconder sua real identidade, o bom e velho clichê que funciona bem, se unindo ao relacionamento amoroso com Marian, mas que só se mostra mesmo no inicio e no fim.

É interessante acompanhar sua evolução com o arco e flecha, apesar da passagem rapida no seu ensinamento, Robin acaba sendo a força fisica, Marian é a verdadeira face da justiça no filme e John a vingança.

Roteiro interessante a partir do momento em que coloca um segundo marido de Marian na jogada, que acaba ficando entre os dois com divergências politicas e pessoais e trás cor e vida ao final do filme, talvez esse ultimo personagem tome forma num segundo capitulo, sim, é o que tudo indica.

A linha, apesar de medieval, bem elaborada, tem uma cara de João e Maria, com efeitos de câmera lenta no estilo 300 de Sparta, o que na minha opinião, dá um Up ainda mais bonito na fotografia que ja é linda por si só, seguidos de uma ótima trilha sonora e figurinos que vão do simples ao luxo, impecáveis.

É um filme de ação que busca a inovação ao viajar dentro de uma história já bem conhecida e contada outras vezes no cinema, feita com estilo e personalidade, ainda que existam alguns clichês, vale a pena curtir numa sala XD.

Borba Martini – Critico de Cinema & Teatro


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