RESENHA – BIRD BOX

Última atualização: 4:47 PM

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Original Netflix, se enquadra em mais um desses filmes pós apocalípticos, de epidemia e contágio, que acaba por lembrar desses dois nomes no cinema, com um toque de Guerra Mundial Z, sem zumbis, e uma leve pitada Rec com O Nevoeiro, muita coisa num só??? Seria, não fosse a forma de como é conduzido, BIRD BOX, tem sua identidade prórpia e pode-se dizer que apesar de fazer menção a alguns nomes do cinema, é um filme diferenciado

A linha temporal e muito bem colocada em dois tempos com uma diferença de 5 anos mas que correm lado a lado pra explicar a conta gotas, o que de fato aconteceu e acontece.

Sandra Bullock é um chute no estômago com sua atuação plena e absoluta, ao lado de um bom elenco, presente só na primeira metade do filme, salvo as crianças que a acompanham ao longo da história e dão seu show a parte, leva o filme de forma corretíssima, trazendo momentos de paz e desespero, numa montanha russa de emoções que fazem o espectador ficar preso na tela.

O nome BIRD BOX é sugestivo e que se faz entender logo no primeiro terço do filme, reproduz a lógica da contaminação repentina e sem precedentes, essa é a maior sacada, devido a mensagem que esse longa nos permite ver, das mortes ao caos na sociedade, da frenética busca por comida, água e tranquilidade num contexto pós-apocalíptico.

As cenas de catástrofe são visualmente impactantes e muito bem elaboradas, a ameaça é completamente invisível, o porque, ninguem sabe, o que demonstra que diretor e roteirista não se preocuparam em mostrar isso, mas a real mensagem que isso de fato trás.

O tapa na cara, extremamente vivido atualmente, é a forma na qual é conduzido, de forma que mostre o ser humano buscando nunca sair de sua zona de conforto, individual, mas é obrigado a sair dela e buscar sua salvação junto de terceiros, em meio aos perigos que nem sabe que vai encontrar, atingir uma meta obrigatória e imposta por algo que não se sabe o que, mas necessário e que vale sua vida e o mais interessante nisso tudo é que os tipicos heróis do filme, padecem, enquanto os mais individuais e egoístas, avançam.

Os cortes de câmera, a fotografia, os planos de sequência, tanto em primeira pessoa, como geral, são muito bem usados, com recursos ótimos que tornam um ambiente aberto, em totalmente claustrofóbicos.

BIRD BOX é um quebra cabeças, cheio de pecinhas soltas e que vão se encaixando a cada tomada, entre a segurança e a liberdade, o longa vai se moldando de forma genial, o que lembra muito outro longa, Um Lugar Silencioso, trabalhado com a privação de sentidos, sem trilha sonora, o que torna esse suspense totalmente tenso.

Vale muito conferir essa produção, muito bem elaborada, de forma inteligente, onde menos é mais.

Borba Martini – Critico de Cinema & Teatro

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