RESENHA – AQUAMAN

Última atualização: 16:45

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James Wan se tornou um gênio dos gêneros , o universo dos super heróis cresce a cada dia e a batalha entre MARVEL e DC ja se tornou interminável e diga-se de passagem, DC vem perdendo feio, com essa história de personificar grandes heróis das hqs, parece que James Wan não vem se preocupando muito em fidelizar a coisa pro cinema, AQUAMAN ja é a maior prova disso, praticamente se igualando ao maior e mais colorido de todos os filmes ja vistos até hj, AVATAR, sim, é de longe o filme mais colorido e fantasioso do universo DC, e está bem longe de ser o melhor deles.

Esse mundo de misturar real com CGI, está dominando o cinema e transformando tudo em efeitos visuais, tirando a vida do ator e dando vida ao surreal, e AQUAMAN é isso, uma surra de efeitos visuais intermináveis e pouquíssima atuação visceral, só exposição de beleza e total exploração do fisico de Jason Momoa e claro, seu carisma, que acabou dando certo pra escolha do filme solo.

Além da pincelada rápida da origem do Rei, ou herói, o filme trás uma jogada política em seus variados reinos e espécies, mas com a finalidade de paz, porém a vida e ação do filme, é baseada em guerra.

O filme começa bem, com um plano de sequência ótimo que tem Nicolle Kidman mostrando a que veio num duelo muito bom com soldados atlantis, e desenvolve otimas batalhas ao longo de todo trabalho, sempre apelando muito pro colorido e muito cgi.

O elenco é pesadíssimo, mas diante de tanto efeito visual, acaba sendo mal aproveitado em muitas cenas que poderiam ser ainda melhores, o formato fotográfico deixa a desejar justamente por conta da surra desses efeitos visuais, a trilha sonora empolga bastante e é muito bem empregada a cada cena, o roteiro é bem elaborado e parece não deixar falhas, ha muito o que dizer do herói de Atlântida e nesse ponto, as narrativas são muito bem trabalhadas, passando do divertido e irreverente, ao chucro e agressivo, os figurinos são maravilhosos, tornando armaduras rígidas em roupas coladas e cheias de detalhes, com total atenção ao figurino do próprio Aquaman, cheio de brilho e fazendo alusão á escamas de peixe dourada, de fato, perfeito.

Um dos pontos positivos no filme é a construção do vilão Manta Negra, diga-se de passagem, o unico negro de forte atuação no filme, bem conduzido e que deixa aquele ar do que poderá vir adiante.

Outro ponto alto é fauna marinha bem interessante, apesar do exagero nas cores, e sequências de ação muito rápidas e cansativas aos olhos, principalmente as guerras grupais, a sacada maior fica por conta da comunicação do herói com os seres aquaticos, por ondas sonoras e não poderia faltar a clássica montaria em um cavalo-marinho. Os fãs saudosistas vão curtir, com certeza.

Parece que o investimento milionário, trará um resultado satisfatório para o comercial, se era a proposta da DC, acertou, já se a idéia era emplacar o personagem, deixou a desejar, dito que o filme torna-se cansativo e excessivo demais, principalmente visualmente, como em duração, interessante o herói ter tido sua vida própria no filme solo, mas como integrar isso á Liga Da Justiça é que parece meio confuso, e a DC acaba pecando demais nessa linha temporal da maneira que faz.

Do mais, é um bom filme, divertido e que vale a pena conferir nos cinemas, mas poderia ser melhor.

Borba Martini – Critico de Cinema & Teatro


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