RESENHA – A MULA

Última atualização: 22:49

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Desde pequeno eu assistia aos filmes de Clint Eastwood por conta do meu pai, desde então aprendi gostar de tudo que ele fazia, depois de muitos anos volto a ver uma produção e atuação dele no cinema e não me decepcionei com esse drama diferenciado.

Diante de um protagonista de caráter dúbio, um bom velhinho que perdeu tudo, tenta conseguir um emprego digno mas cai na mão do cartel mexicano, então o veterano de guerra, ao se tocar onde se meteu, mostra qie no fundo é um mau caráter, porém a produção é tão impecável que consegue vender ao público, uma imagem boa do protagonista.

Trata-se de um filme polêmico onde um bom e honesto floricultor envereda pro caminho errado pra tentar recuperar o que perdeu e acaba contribuindo para o narcotráfico, baseado em muitas histórias reais, com personagens secundários que tentam convencer que o caminho é extremamente fácil, porém sem volta, acaba por mostrar como é a vida de um mula de verdade, claro que com um toque hollywoodiano, que o cinema norte americano nunca deixa de oferecer.

O roteiro é simples e mostra com objetividade cada passo, ou cada viajem do protagonista e todo elenco de apoio, a narrativa e bruta, ppr vezes engraçada com piadas soltas até nos momentos mais dramáticos em que o filme apresenta, o cenário rodando entre a Cidade do México e Chicago trás uma bela fotografia em conjunto com uma trilha sonora ao estilo caipira norte americano.

A MULA mostra ainda algumas cenas um tanto quanto preconceituosas, propositais ou não, mas que soam como uma porrada no espectador, mas quem é fâ de Clint, sabe que ele nunca foi de sutilezas em seus filmes, talvez por isso esse longa traga muito de GRAN TORINO pra atualidade, embora A MULA soar como ulttapassado pros tempos atuais.

É um bom drama, um filme sólido, bem amarrado, mas não é o melhor filme de Eastwood em toda sua carreira, mas um filme que coloca pra pensar se o protagonista é de fato um antagonista, uma vez que o idoso do bem é de fato o vilão do filme.

Vale a pena conferir.

Borba Martini – Critico de Cinema & Teatro


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