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Entrevista com Volkoder

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Volkoder 1

Marcos Benedetti, também conhecido como Volkoder, iniciou sua carreira há mais de 10 anos. Em seu quarto, aprendeu sozinho a operar softwares de produção e a transformar suas emoções e criatividade em música. Em 2014, seu EP “Detroit” marcou uma grande virada em sua carreira. O single, que dá nome à coletânea, recebeu apoio e foi constantemente tocado por alguns dos maiores nomes da cena, como Jamie Jones, Patrick Topping, Carl Cox, Marco Carola, Nic Fanciulli, Lee Foss, Tube & Berger, entre outros.

1 – Como foi o início da sua trajetória na música eletrônica e em que momento você percebeu que a carreira como DJ seria definitiva?
Comecei por curiosidade e diversão. Com o tempo, a música foi tomando mais espaço na minha vida. Quando percebi que eu queria viver só disso, entendi que era definitivo.

2 – O tech house é uma marca forte no seu som. Como você define sua identidade musical hoje?
Meu som é baseado em groove e energia de pista. Gosto de faixas simples, diretas e com personalidade. Sempre penso na reação do público.

3 – Quais artistas e gêneros mais influenciaram sua formação musical, dentro e fora da música eletrônica?
House e tech house foram as maiores influências. O hip hop e a música brasileira também influenciam muito meu ritmo. Escuto muita coisa fora da música eletrônica.

4 – Seu som é muito presente em pistas underground e grandes festivais. Como você equilibra esses dois universos?
Eu penso primeiro na pista. Se a música funciona no underground, ela funciona em qualquer lugar. A energia é a mesma, muda só o tamanho do espaço.

5 – Você já lançou faixas por selos internacionais importantes. O quanto isso impactou sua carreira globalmente?
Teve um impacto muito grande. Ajudou meu som a chegar em mais países. Também trouxe mais confiança no meu trabalho.

6 – Como costuma ser seu processo criativo no estúdio: mais espontâneo ou bem planejado?
É mais espontâneo. Normalmente começo sem muita ideia pronta. Deixo a música se construir aos poucos.

7 – Existe alguma track sua que você considera um divisor de águas na carreira? Por quê?
Sim, “All Night Long”. Foi uma track que teve uma resposta muito forte do público. Depois dela, muitas coisas mudaram.

8 – O público brasileiro tem alguma característica única quando comparado ao público internacional?
O público brasileiro é muito intenso. Ele se entrega mais emocionalmente. A energia é sempre muito alta.

9 – Como você enxerga a evolução da cena eletrônica brasileira nos últimos anos?
A cena cresceu bastante. Hoje temos artistas reconhecidos no mundo inteiro. O Brasil ganhou mais respeito lá fora.

10 – A tecnologia mudou muito o jeito de produzir e tocar. O que você mais utiliza hoje no seu setup?
Uso Ableton como base. Também gosto de equipamentos que me dão mais controle ao vivo. Tudo pensado para performance.

11 – Como você prepara seus sets: tudo planejado ou leitura total da pista?
Leitura total da pista. Eu preparo algumas ideias. Mas quem manda é o público.

12 – Qual foi o show ou festival mais marcante da sua carreira até agora?
Tomorrowland Brasil 2015 e 2016 Foi um show onde senti uma conexão muito forte com a pista. A energia foi especial do começo ao fim. Esses momentos ficam na memória.

13 – Quais são os maiores desafios de se manter relevante na cena eletrônica atual?
Lançar música com frequência. Mas sem perder identidade. É importante evoluir sem seguir modas.

Volkoder GIG 2

14 – Fora dos palcos, como você equilibra vida pessoal, viagens e rotina de estúdio?
Não é fácil. Tento me organizar ao máximo. E aproveito os momentos livres para descansar e criar.

15 – Você se vê explorando novos estilos ou colaborações fora do tech house no futuro?
Sim. Gosto de experimentar novas ideias. Colaborações sempre trazem algo novo.

16 – Que conselhos você daria para DJs e produtores que estão começando agora?
Tenha paciência. Estude bastante. E não copie, crie sua identidade.

17 – O que o público pode esperar dos seus próximos lançamentos e projetos?
Muita música nova. Um som mais maduro. E projetos especiais.

18 – Se pudesse definir um show do Volkoder em três palavras, quais seriam?
Groove, energia e conexão.

Entrevista por Sérgio Lima Junior

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