Entrevistas

Entrevista com Skazi

Getting your Trinity Audio player ready...
dj skazi
divulgação

Considerado um dos nomes mais icônicos da cena psytrance mundial, Skazi é sinônimo de energia, atitude e inovação. Com uma carreira que começou no universo do punk rock, o artista israelense Asher Swissa transformou sua paixão pela música em um som único, que mistura o peso das guitarras com batidas eletrônicas alucinantes.

1 – Como começou sua jornada na música eletrônica?
Minha jornada começou na época em que eu tocava punk rock, em uma banda, explorando sons crus. Com o tempo, fiquei fascinado com a ideia de poder criar faixas inteiras sozinho usando ferramentas eletrônicas.
Essa curiosidade evoluiu para uma paixão, e comecei a combinar a energia do rock com a música eletrônica para criar algo único.

2 – Quais foram suas maiores influências no início da carreira?
No começo, me inspirei em uma grande variedade de estilos: punk, reggae, rock e os pioneiros da música eletrônica.
Eu me sentia especialmente atraído por artistas que não tinham medo de quebrar regras e misturar gêneros. Essa abordagem destemida moldou profundamente a maneira como faço música.

3 – Você já imaginou que seu som se tornaria reconhecido mundialmente?
De forma alguma! Eu estava apenas focado em fazer a música que me parecia certa.
O reconhecimento global foi uma surpresa maravilhosa. Sou grato por isso, mas meu objetivo sempre foi a arte em primeiro lugar.

4 – Como você vê a evolução do psytrance nos últimos anos?
O psytrance evoluiu de um movimento underground para um dos gêneros eletrônicos mais fortes do mundo.
Hoje ele se mistura com outros estilos e se reinventa constantemente, mantendo vivo seu espírito.

5 – Qual foi o show mais memorável da sua carreira até agora?
Um dos sets mais emocionantes e significativos que já toquei foi uma apresentação em tributo realizada no local do Festival Nova, em Re’im, Israel — o mesmo lugar onde tantas vidas foram tragicamente perdidas e outras sequestradas em 7 de outubro.
Não havia público, apenas o espírito daqueles que fomos homenagear. Esse momento ficará comigo para sempre.

6 – O que te inspira na criação de novas músicas?
Eu tento sempre sair da zona de conforto, seja experimentando um novo instrumento, colaborando com alguém inesperado ou explorando um gênero que normalmente não trabalho.

7 – Você tem algum ritual antes de subir ao palco?
Nada muito elaborado. Eu apenas aperto o play, sinto a energia e deixo a música me guiar.

8 – Como é sua relação com os fãs brasileiros?
O Brasil tem sido incrível comigo. Os fãs são muito apaixonados e cheios de energia. Senti essa conexão desde meus primeiros shows no país, e esse laço só cresce com o tempo.

9 – O que podemos esperar de seus próximos lançamentos?
Muita coisa empolgante!
Estou trabalhando em um novo álbum do Skazi com colaborações incríveis, e também focado no meu projeto Asher Swissa, no qual lanço faixas novas a cada duas semanas, explorando o techno híbrido e sons mais experimentais.

10 – Quais artistas ou estilos musicais te influenciam fora do psytrance?
Tudo, de música clássica ao indie dance, do reggae ao rock. Gosto de manter meus ouvidos abertos e deixar a inspiração vir de qualquer lugar.

11 – Qual é a principal diferença ao se apresentar na Europa, Brasil e Israel?
A energia da música é universal, mas cada lugar tem sua própria vibração.
Brasil e Israel têm uma conexão particularmente forte e alegre com o psytrance, enquanto a Europa oferece uma atmosfera distinta.

skazi
divulgação

12 – Existe algum festival onde você ainda sonha em se apresentar?
Fui abençoado por já ter tocado em muitos dos festivais dos meus sonhos.
Hoje em dia, me sinto mais atraído por festivais menores, mais íntimos, em locais únicos e com atmosferas especiais.

13 – Como você mantém a criatividade após tantos anos de carreira?
Estando sempre aberto a novas ideias, sem medo de experimentar e lembrando de se divertir durante o processo.

14 – Você já pensou em colaborar com artistas de outros estilos musicais?
Com certeza! Adoro a ideia de misturar estilos e criar sons novos e inesperados por meio de colaborações.

15 – Que mensagem você gostaria de deixar para os fãs brasileiros?
Obrigado por todo o amor e apoio ao longo dos anos.
Vocês me inspiram, e mal posso esperar para compartilhar mais música e momentos com vocês!

Entrevista por Sérgio Lima Junior /sergiolimajunior

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo
Acessar o conteúdo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios