Entrevistas

Entrevista com Lasgo e Dj Peter Luts

Getting your Trinity Audio player ready...

lasgo, peter lutz, nikki born

divulgação

Confira entrevista feita com Exclusividade com o projeto Lasgo com, Peter Luts e Nikki Born. o Grande clássico da dance music e eurodance

1 – O Lasgo marcou toda uma geração da música eletrônica. Como você vê o legado do projeto hoje?

PETER LUTS: O Lasgo representa um momento muito específico da música eletrônica, em que emoção, melodia e energia de pista realmente se encontraram. O legado é que essas músicas ainda conectam pessoas de diferentes gerações e culturas. Como produtor, é especial ver que músicas que criamos há mais de 20 anos ainda são tocadas, ouvidas em streaming e cantadas pelo público hoje. Isso mostra que a essência do Lasgo resistiu ao teste do tempo.

2 – O eurodance do início dos anos 2000 está vivendo um forte retorno. Como você enxerga esse movimento nostálgico nos palcos atuais?

NIKKI BORN: O eurodance toca diretamente a memória coletiva. Dá para ver que o público não está apenas ouvindo a música, mas realmente revivendo aqueles momentos. A familiaridade do eurodance cria uma conexão instantânea com a plateia. E não é só para quem cresceu com esse estilo. O público mais jovem está descobrindo cada vez mais o eurodance, por exemplo, através do TikTok, e dá para ver nas pistas que essa nova geração também está celebrando esse estilo musical.

3 – Como vocês equilibram os hits clássicos do Lasgo com as novas tendências da música eletrônica nos sets de DJ?

NIKKI BORN: Nos nossos shows ao vivo, incluímos alguns remixes dos clássicos do Lasgo combinados com grandes hits da música eletrônica atual. Assim, muita gente tem aquele momento de reconhecimento, o que mantém a energia do show ainda mais alta.

4 – O público brasileiro é conhecido pela sua energia. O que mais te impressiona ao se apresentar no Brasil?

NIKKI BORN: Sinceramente, o público brasileiro é absolutamente surreal e incrível. Eles não apenas assistem ao show, eles participam. Cantam todas as músicas em voz alta e nos transmitem uma energia absurda. A reação é tão explosiva e intensa que isso alimenta diretamente a nossa performance.

5 – Quais músicas do Lasgo nunca podem faltar em um show ao vivo?

NIKKI BORN: Claro que Something não pode faltar. É a música que todo mundo canta junto, não importa em que país estamos. É um momento mágico ouvir todo mundo cantando junto e compartilhando essa experiência. Até hoje, ouvir tantas vozes cantando essa música ainda nos dá arrepios.

6 – Como a tecnologia e as redes sociais mudaram a forma como vocês se conectam com os fãs ao longo dos anos?

PETER LUTS: No começo, a conexão era principalmente por meio do rádio, da TV e dos shows ao vivo. Hoje, a tecnologia e as redes sociais permitem uma interação instantânea com fãs do mundo inteiro. Como produtor, também vejo como o feedback ficou muito mais direto. Os fãs reagem imediatamente a músicas novas, remixes ou vídeos ao vivo, criando uma relação muito mais dinâmica do que antes.

7 – Existe alguma colaboração dos sonhos que vocês ainda gostariam de realizar?

PETER LUTS: Estamos sempre abertos a colaborações, especialmente com artistas que respeitam melodia e emoção na música eletrônica. Não precisa necessariamente ser um grande nome; às vezes, as colaborações mais interessantes surgem de lugares inesperados. Para nós, o mais importante é a química e a identidade musical, e não seguir tendências.

8 – O que te inspira musicalmente hoje em comparação ao início da sua carreira?

PETER LUTS: No início, tudo girava em torno de descobrir sons novos e ultrapassar limites técnicos. Hoje, a inspiração vem muito mais da emoção, da atmosfera e da narrativa na música. Estou menos focado em seguir tendências e mais em criar algo que soe atemporal e verdadeiro, tanto como DJ quanto como produtor.

KejCeBZw

9 – Como você vê a evolução da presença feminina na cena global da música eletrônica?

PETER LUTS: O papel das mulheres na música eletrônica evoluiu de forma enorme. As artistas femininas não são mais apenas intérpretes em destaque, mas forças criativas fortes, com identidade artística própria. Essa evolução traz mais diversidade, emoção e novas perspectivas para a cena, o que só pode ser algo positivo.

10 – Existem planos para novos lançamentos ou reinterpretações de faixas clássicas do Lasgo?

PETER LUTS: No momento, não. Atualmente, respeitamos as músicas originais e preferimos deixá-las como são. Elas ainda têm sua própria magia. Mas, se surgir uma oportunidade especial ou uma ideia realmente inspiradora, estamos abertos. Nunca diga nunca.

11 – Qual foi um dos momentos mais marcantes da sua trajetória como DJ até agora?

PETER LUTS: Não existe apenas um momento. É a combinação de ouvir sua própria música sendo tocada ao redor do mundo e ver como as pessoas reagem a ela ao vivo. Tocar em diferentes países e sentir essa conexão instantânea com o público é algo que nunca vou considerar garantido.

12 – O Brasil tem uma conexão especial com a música eletrônica do início dos anos 2000. O que torna se apresentar aqui tão único?

NIKKI BORN: O público brasileiro tem uma conexão emocional incrível com essa música. Eles não apenas dançam, eles cantam, sentem, vivem a música. Essa energia é extremamente inspiradora e te impulsiona a entregar ainda mais durante a performance.

13 – Como você vê o retorno do eurodance e do trance melódico na cena global?

NIKKI BORN: Acho que as pessoas estão voltando a buscar melodia e emoção. O eurodance e o trance melódico oferecem exatamente isso: refrões marcantes, vibrações elevadas e um forte senso de união na pista de dança. Esse retorno parece muito natural, especialmente em um momento em que a música está redescobrindo seu lado emocional.

14 – As redes sociais ajudaram o Lasgo a alcançar novos fãs. Isso mudou a relação com o público?

NIKKI BORN: As redes sociais definitivamente ajudaram a alcançar novos fãs e criaram uma relação mais próxima com o público. Agora, eles não estão envolvidos apenas descobrindo a música nos shows ao vivo ou no rádio; essa relação é contínua. Eles acompanham o processo e os momentos entre os lançamentos também. Além disso, podemos ter contato direto com os fãs, às vezes até organizar encontros e meet & greets, o que é realmente incrível. Podemos compartilhar muito mais bastidores, além das próprias apresentações ao vivo.

15 – Existem planos para novas músicas, colaborações ou uma nova fase do Lasgo?

PETER LUTS: Sim, definitivamente estamos entrando em uma nova fase. Com uma energia renovada e uma nova dinâmica, o foco é criar músicas novas sem perder a essência do que o Lasgo representa. É sobre evolução, não reinvenção.

16 – Que mensagem você gostaria de deixar para os fãs que acompanham o Lasgo há mais de duas décadas?

PETER LUTS: Queremos agradecer pela lealdade e pelo apoio ao longo de todos esses anos. Sem os fãs, o Lasgo não seria o que é hoje. A paixão e a conexão deles com a música é o que mantém o projeto vivo, e somos imensamente gratos por isso.

INTERVIEW IN ENGLISH

1 – Lasgo marked an entire generation of electronic music. How do you see the project’s legacy today?
PETER LUTS : Lasgo represents a very specific moment in electronic music where emotion, melody and club energy really came together. The legacy is that these songs still connect people across generations and cultures. As a producer, it’s special to see that music we created more than 20 years ago is still played, streamed and sung along to today. That tells me the essence of Lasgo has stood the test of time.

2 – Early 2000s eurodance is making a strong comeback. How do you see this nostalgic movement on today’s stages?
NIKKI BORN : Eurodance taps straight into collective memory. You can see that the audience is not just listening to the music but really reliving it. The Familiarity of Eurodance music creates an instant connection with the crowd. It’s not just for people who grew up with this music genre. Younger audiences are more and more discovering Eurodance through for example Tiktok, and you can see in the crowds that also the younger people are celebrating this music style.

3 – How do you balance Lasgo’s classic hits with new electronic music trends in your DJ sets?
NIKKI BORN : In our live shows we include a few remixes of classic Lasgo songs combined with very well know electronic music hits, so that a lot of people will have a moment of recognition which keeps the energy of a live show extra high.

4 – Brazilian crowds are known for their energy. What impresses you the most when performing in Brazil?
NIKKI BORN : Honestly, the crowds in Brazil are absolutely unreal and amazing. They don’t just watch the show, but they participate. They sing all the songs on full volume and we get so much energy from the people. The reaction is so explosive and amazing, that really feeds our show.

5 – Which Lasgo songs can never be missing from a live show?
NIKKI BORN : Of course, Something cannot be missed. It’s the song everyone always sings along no matter in what country we are. This is such a magical moment to hear everyone sing together and share this moment. To hear so many voices sing this song still gives us goosebumps.

6 – How have technology and social media changed the way you connect with fans over the years?
PETER LUTS : In the early days, the connection was mainly through radio, TV and live shows. Today, technology and social media allow us to interact instantly with fans all over the world. As a producer, I also see how feedback is much more direct now. Fans can react immediately to new music, remixes or live clips, which creates a much more dynamic relationship than before.

7 – Is there a dream collaboration you still want to make happen?
PETER LUTS : We’re always open to collaborations, especially with artists who respect melody and emotion in electronic music. It doesn’t have to be a big name necessarily sometimes the most interesting collaborations come from unexpected angles. For us, it’s all about chemistry and musical identity rather than trends.

8 – What inspires you musically today compared to the beginning of your career?
PETER LUTS : In the beginning, everything was about discovering sounds and pushing technical boundaries. Today, inspiration comes more from emotion, atmosphere and storytelling in music. I’m less focused on following trends and more on creating something that feels timeless and honest, both as a DJ and as a producer.

9 – How do you see the evolution of female presence in the global electronic music scene?
PETER LUTS : The role of women in electronic music has evolved tremendously. Female artists are no longer just featured performers, but strong creative forces with their own artistic identity. That evolution brings more
diversity, emotion and perspective into the scene, which can only be a positive thing.

10 – Are there plans for new releases or reinterpretations of Lasgo’s classic tracks?
PETER LUTS : Not at the moment. Right now, we respect the original songs and prefer to leave them as they are. They still have their own magic. But if a special opportunity or inspiring idea comes up, we’re definitely open to it. Never say never.

11 – What has been one of the most memorable moments of your journey as a DJ so far?
PETER LUTS : There isn’t just one moment ! It’s the combination of hearing your own music played around the world and seeing how people react to it live. Playing in different countries and feeling that instant connection with the crowd is something I’ll never take for granted.

12 – Brazil has a special connection with early 2000s electronic music. What makes performing here so unique?
NIKKI BORN : Brazilian audiences have an incredible emotional connection with this music. They don’t just dance, they sing, they feel it, they live it. That energy is incredibly inspiring and pushes you to give even more during a performance.

13 – How do you see the return of eurodance and melodic trance in the global scene?
NIKKI BORN : I think people are craving melody and emotion again. Eurodance and melodic trance offer exactly that strong hooks, uplifting vibes and a sense of unity on the dancefloor. The return feels very natural, especially in a time where music is rediscovering its emotional core.

14 – Social media has helped Lasgo reach new fans. Has that changed your relationship with the audience?
NIKKI BORN : Social media definitely helped to reach new fans and created a closer relationship with the audience. They are now not just involved by discovering music through live shows or radio, but it’s more continuous. They engage with the process and the moments in-between releases too. It also allows us to be in direct contact with fans, sometimes even arrange meet and greets, which is really amazing. We can share so much more behind the scenes moments, aside from the live performances itself.

15 – Are there plans for new music, collaborations, or a new phase of Lasgo?
PETER LUTS : Yes, we’re definitely entering a new phase. With a renewed energy and a fresh dynamic, the focus is on creating new music while staying true to what Lasgo stands for. It’s about evolution, not reinvention.

16 – What message would you like to leave for fans who have followed Lasgo for more than two decades?
PETER LUTS : We want to thank them for their loyalty and support over all these years. Without the fans, Lasgo wouldn’t be what it is today. Their passion and connection to the music is what keeps the project alive, and we’re
incredibly grateful for that.

Entrevista feita por Sérgio Lima Junior

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo
Acessar o conteúdo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios