---
title: "Entrevista com Dot Larissa"
url: https://www.agitossp.com.br/entrevista-com-dot-larissa/
type: post
date: 2026-11-02
modified: 2026-11-02
markdown_url: https://www.agitossp.com.br/entrevista-com-dot-larissa.md
author: "Sergio Luis Junior"
---

# Entrevista com Dot Larissa

![](https://www.agitossp.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dot-larissa-4-1100x620-1.jpg)
**Dot Larissa**, DJ, produtora, apresentadora, radialista e colunista tem um estilo marcante e de vanguarda.


Sua mudança de Florianópolis para São Paulo abriu as portas para que a DJ pudesse mostrar seu trabalho em outros estados.


Dot já se apresentou ao lado de artistas internacionais de renome como Gaizer (EUA), Funkagenda (UK), Fatboy Slim (UK), David Guetta (França), Mathew Koma (USA) Ummet Ozcan (Holanda), David Solano (USA), Ivan Gough ( Australia) , Borgeous (USA) , The Chainsmokers ( USA) , TJR (USA) , Mastiksoul ( PT), Moguai ( Alemanha), Tocadisco (Alemanha), Kaskade (USA), Desyn Masiello (UK), Cedric Gervais (EUA), Misca Daniells (AMS), Moony (Italia), George E (EUA) dentre tantos outros.


A artista já comandou também o programas de rádio como o semanal “Juke Dot’s” na rádio online DJ Sets FM e e também o programa “SHE DJ” na rádio Energia 97, por 7 anos consecutivos.


**1 - Como a música eletrônica entrou na sua vida e em que momento você percebeu que queria transformar essa paixão em profissão?**

Quero começar agradecendo a oportunidade de dividir um pouco da minha história com vocês. Nos últimos anos eu estive do lado que entrevista e não do entrevistado. E é sempre muito gostoso relembrar a nossa própria história, a gente não pensa muito sobre isso.

Na verdade, desde muito pequena. A música em si e arte já estavam comigo, desde que me conheço por gente. Aprendi a andar , e dançar praticamente tudo ao mesmo tempo. Meu início nos palcos foi aos 3 anos de idade dançando ballet. A música eletrônica chegou quando eu brincava de radialista em casa e ali já tinha muito Dance music , Disco , foi tudo se encaixando. Nessa época eu achava super interessante que as músicas se juntavam , foi a primeira vez que eu ouvi falar em DJ.   Na pré-adolescência e adolescência eu curtia Ace Of Base, Lasgo , tinha uma rádio de uma balada a Rivage que era de Blumenau na época a gente ouvia online ali durante as madrugadas de mirc, e icq essas coisas, e eu  já brincava de tocar nas festinhas que fazíamos.  Eu comecei a sair muito cedo nas matinês e nas noites mesmo, ficava sempre pelas cabines. Nessa época eu ficava vendo os Djs para aprender, assistia coisas no youtube, pedia dicas. Peguei até um equipamento emprestado para aprender a montar, desmontar, e usar equipamento profissional , a famosa CDJ100.

Mas ainda com medo de seguir por esse caminho porque era uma profissão marginalizada à época , e eu em SC não tinha referências de mulheres para me inspirar.

Eu tinha uns 20 anos mais ou menos quando fui tocar na festa de um amigo em Alagoas, e decidi na volta ficar em São Paulo e arriscar que essa paixão virasse uma profissão. Eu já tinha contatos da noite , na minha cabeça fazia todo sentido já que eu não via muita abertura para mulheres em SC.

Fui me deixando levar pelo movimento, não houve em si um plano. Só coragem mesmo.

**2 - Como você define sua identidade sonora como DJ e produtora? Quais estilos e referências mais influenciam suas escolhas musicais?**

Eu sempre fui houseira. Apesar de ter começado tocando techno, já que me colocavam para fechar as festas rss.

A house music sempre foi a minha base, mas como eu tenho muita conexão com a dança eu sempre gostei de misturar e de trazer elementos, por isso entra, disco,  r&b , jazz ,  o pop, o rock , brasilidades, os elementos orgânicos, muita referência também daquilo que eu ouvia quando era adolescente.

**3 - Existe uma história por trás do nome Dot Larissa? O que ele representa para você e para sua carreira?**

Eu comecei nos palcos e neles fui ficando, da dança pro teatro , do teatro pro cinema e televisão. E assim fui envolvida com a arte , eu já tinha um nome artístico mesmo antes de virar Dj.

O Dot era um apelido de escola, que era também o nome que eu usava nesses espetáculos. Quando eu comecei a tocar só coloquei o Larissa porque na época era comum nome composto.

**4 - Quando você começa a produzir uma faixa, o que costuma surgir primeiro: uma melodia, um ritmo, uma ideia ou uma sensação que deseja transmitir?**

Se for uma música autoral a ideia vem sempre da mensagem , se for com letra comeca na composição se for apenas instrumental a sensação que quero transmitir.

E ainda para ser mais maluco dentro da minha cabeça se cria uma atmosfera, eu começo a sentir , cheiros , cores tudo que se relaciona com essa sensação que quero passar dessa música. Eu acho ótimo quando a sinestesia me ajuda nesse sentido. O ruim é quando faço collab porque tem parceiros que não entendem essa viagem maluca.

Minha cabeça pensa muito rápido nesse sentido, aí depois disso que eu citei acima, acredito que na sequência vem a melodia.

**5 - Qual foi a apresentação mais marcante da sua carreira até agora e o que tornou esse momento tão especial?**

Eu tive muitos momentos especiais na minha carreira, essa paixão me levou a viver momentos de tirar fôlego, e de ficar para sempre no coração. Tive a sorte de poder viajar pelo mundo.

Um momento que me emocionou muito foi quando toquei uma música  minha em superclub chamado Opium em Barcelona, e todo mundo dançava e gritava, não era minha primeira tour fora do Brasil , mas aquilo mexeu comigo e eu voltei com certeza de que eu tinha que produzir mais e mais.

E um outro momento foi em um festival no Paraguai que quando eu acabei de tocar eu sentia aquela energia correndo pelo meu corpo com uma intensidade absurda! Foi muito surreal pois ficamos conectados do início do set ao final. Foi tão forte que eu voltei pra lá mais umas 4 vezes depois daquele set.

![](https://www.agitossp.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dot-larissa-2-1100x620-1.jpg)

**6 - Como você percebe a energia da pista e decide o caminho musical que vai seguir durante um set?**

A experiência ajuda a gente a já ter essa sensibilidade, mas eu sempre pesquiso sobre o lugar do evento se é algo que eu nunca fui, e o horário que vou tocar. Normalmente eu sou headliner. Mas eu adoro quando eu não sou porque aí a pesquisa é mais legal!

E então eu vou tocando e vou percebendo as reações e o caminho a seguir, claro que  é importante a dinâmica que eu gosto de aplicar , que já é do meu perfil , bem como a forma de crescer o set e também de envolver a pista. Eu em particular gosto de sair do óbvio e de surpreender a pista.

**7 - Em uma cena eletrônica cada vez mais competitiva, qual você considera o maior desafio para construir uma identidade própria e se destacar?**

Eu não vejo a competitividade da cena como algo ruim, ainda mais no Brasil que nós temos uma pluralidade musical muito forte. Nosso maior desafio sempre vão ser os outros gêneros musicais que aqui são muitos e estão conectados com a nossa cultura e nossas raízes.

Então eu acho bom a cena ser competitiva , deixa os artistas mais criativos, menos acomodados o que num geral nos ajuda a ter um destaque maior no coletivo e furar a nossa bolha e chegar nessas outras tribos e traze-las para nós.

**8 - Existe algum artista ou produtor com quem você sonha em colaborar? O que gostaria de aprender ou explorar musicalmente nessa parceria?**

Tem vários que eu adoraria passar algumas horas no estúdio, mas uma sessão que tivesse a Ashiba, a Curol e eu iria sair um groove diferente justamente porque cada uma tem um estilo acredito que a troca seria absurda.

**9 - Qual foi o maior obstáculo que você enfrentou na sua trajetória e como essa experiência contribuiu para o seu amadurecimento profissional?**

Um momento difícil foi quando eu sofri Bullying virtual, ataques misóginos por causa de um comentário meu na Rádio. Eu fui ofendida , ameaçada , atacada tudo ao mesmo tempo. Foi horrível , eu me defendi na justiça , ganhei , fui acolhida pela rádio , e por outros veículos . Recebi uma homenagem na Alesp. Conheci muita gente dedicada a nossa profissão e história da cena , fiz grandes amigos e  aprendi a não permitir que alguém venha a distorcer minhas falas ou minhas ideias.

**10 - Como você avalia o momento atual da música eletrônica brasileira e quais oportunidades ainda precisam ser mais exploradas?**

No Brasil o mais difícil é a economia, isso nos impede de ter uma cena com mais eventos com mais opções. E mesmo assim existem alguns apaixonados visionários que se arriscam para trazer eventos diferentes, atrações diferentes e fomentar a nossa cena, nos colocar no radar do mundo.  Nós somos um povo festeiro , alegre que gosta de se divertir que gosta de bagunca. Eu vejo que a cena já tem enxergado que agora as pessoas agora  curtem mais o dia, e isso é algo que deve crescer, e deve significar uma nova onda do mercado.

E justamente nesses eventos do dia , a gente consegue furar nossa bolha também trazendo outros gêneros para perto e nos conectando mais com a cultura do Brasil.

**11 - Quem é a Larissa fora da cabine? Quais interesses, hábitos ou hobbies ajudam você a se desconectar da rotina musical?**

A Larissa também é empresária e mãe de pet. E esse amor pelos bichinhos é o meu outro negócio , eu tenho um petshop, clinica e creche. Uma capricorniana que gosta muito de trabalhar , e quando não está trabalhando , está trabalhando.

**12 - Quais são os próximos passos que você deseja dar como DJ e produtora? Existe algum projeto ou objetivo que gostaria de realizar nos próximos anos?**

https://www.youtube.com/watch?v=MllNeWt3BJA&t=4s

Eu estou preparando um projeto que são 4 músicas que fazem sentido separadas mas juntas contam uma história. E ela está bem conectada ao momento que estou vivendo. Essa trajetória iniciou no ano passado, comecei a escrever músicas. E agora estou produzindo elas.

**Bate-pronto — 5 perguntas sobre gostos peculiares**

**Qual é o seu gosto musical mais peculiar, aquele que pouca gente imagina que você escuta?**

Eu escuto música Católica e Gospel Americano. O tempo todo! rss

**Qual é aquela combinação de comida ou bebida que você adora, mas que muita gente acha estranha?**

Café com manteiga. Não acho isso estranho mas tem gente que acha.

**Você tem alguma mania curiosa ou ritual inusitado antes de subir ao palco?**

Fazer uma oração e ter sempre minha água sem gelo na cabine.

**Se pudesse tocar um estilo musical completamente diferente do seu por uma noite, qual escolheria?**

Eu já tive essa oportunidade e foi muito legal! Eu toquei hip-hop na Anzu, primeiro no mezanino e depois no palco principal. Foi muito legal essa experiência! Eu aceitei esse desafio foi bem diferente! Até hoje eu não faço ideia do porque com tantos Djs de hip hop veio essa ideia maluca de me por.  Mas eu adorei!

**Qual é uma curiosidade sobre você que surpreenderia até os seus fãs mais próximos?**

Eu não sei ver hora em relógio de ponteiro e não sei fazer contas.

 

Agradecimento a agencia [Hypnos e Paulo Silveira](https://hypno.com.br/dot-larissa/) e [Dot Larissa](https://www.instagram.com/dotlarissa/), por essa entrevista ao Agitossp

**Entrevista por Sergio Lima Junior/ **
