
cresce e impulsiona nova tendência de viagens
Depois de cuidar da alimentação e da rotina de exercícios na febre do wellness, o viajante moderno descobriu uma nova prioridade: dormir bem. Em meio ao que especialistas já chamam de “epidemia do sono” (um estudo de 2023 da Fundação Oswaldo Cruz de 2023 revelou que 72% dos brasileiros de algum distúrbio do sono), uma boa noite de descanso virou artigo de luxo e deu origem a uma tendência no universo de viagens: o sleep tourism, ou turismo do sono.
Mais do que lençóis de alta qualidade e travesseiros confortáveis, o sleep tourism coloca o descanso no centro da experiência de viagem, com programas que vão de rituais de relaxamento a retiros dedicados a reeducar o sono. Segundo a Civitatis, plataforma líder em experiências turísticas em português ao redor do mundo, tem crescido as reservas em experiências ao redor do mundo que ajudam a desacelerar e preparar corpo e mente para um sono muito melhor, de spas e banhos termais a retiros e passeios noturnos voltados para uma experiência de relaxamento e contemplação antes de dormir.
“Descansar e dormir bem deixou de ser um detalhe da hospedagem para se tornar o próprio motivo da viagem. O viajante entende o descanso como parte do autocuidado e procura destinos e experiências que ajudem a desacelerar de verdade”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil.
O assunto já virou tema de pesquisas que confirmam o movimento. Segundo o estudo “Sleep Tourism Market (2025 – 2030)”, da Grand View Research, o mercado global de turismo do sono foi estimado em cerca de US$ 74,5 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 149 bilhões até 2030, um crescimento médio de 12,4% ao ano. A tendência reflete uma mudança mais ampla: depois da dieta e do preparo físico, o sono desponta como a nova fronteira do bem-estar.
Blue Lagoon – Grindavík, Islândia
Poucos cenários convidam ao relaxamento como as águas termais da Islândia. Cercada por campos de lava cobertos de musgo, a Blue Lagoon é um spa geotérmico de águas azul-leitosas, ricas em sílica e minerais, mantidas entre 37 °C e 40 °C. A imersão prolongada em água morna eleva suavemente a temperatura do corpo e, ao sair, a queda natural ajuda a induzir a sonolência, o mesmo mecanismo por trás do velho conselho de um banho quente antes de dormir. Com sauna, banho de vapor e um bar dentro d’água, é o tipo de parada que desacelera qualquer viajante recém-chegado.
Balneário Széchenyi – Budapeste, Hungria
Conhecida como a “cidade dos spas”, Budapeste faz do banho termal um ritual diário. Inaugurado em 1913 e erguido em estilo neobarroco, o Balneário Széchenyi é um verdadeiro templo do relaxamento, com 15 piscinas termais internas, três externas, jacuzzi e saunas. Passar o fim da tarde imerso nas águas quentes ao ar livre, especialmente no inverno, é uma forma antiga e comprovada de aliviar a tensão muscular e chegar à cama muito mais relaxado.



