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Ao comentar nas redes sociais que não se sente confortável com abraços frequentes, especialmente em ambientes de trabalho ou com pessoas que vê com regularidade, Luísa Sonza trouxe à tona uma conversa pouco explorada: nem todo afeto passa pelo contato físico, e isso nem sempre é compreendido.
Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, o ponto central não está em impor limites ou rejeitar o outro, mas em reconhecer que as pessoas se conectam de formas diferentes.
“Existem cinco linguagens do amor, e o toque físico é apenas uma delas. Quando a linguagem afetiva de uma pessoa não é o toque, o excesso pode gerar incômodo, não por falta de carinho, mas porque aquela não é a forma natural dela se vincular”, explica Renata.
Segundo a especialista, há quem expresse afeto por presença, cuidado, palavras ou lealdade, e não necessariamente pelo contato corporal. Em alguns casos, essa distância do toque também pode estar relacionada a padrões emocionais mais profundos, como a Armadura da Autossuficiente. “Dentro dessa armadura existe a máscara da Fria. Não é frieza real, é proteção. Muitas mulheres aprenderam cedo que se abrir emocionalmente podia machucar. Então o corpo fecha. Não porque não sente, mas porque sentiu demais em algum momento da vida”, afirma.
Renata ressalta que não é possível tirar conclusões definitivas a partir de uma fala isolada, mas que o assunto abre espaço para uma escuta mais madura sobre vínculos e afetividade. “Ninguém é frio de verdade. Todos temos necessidade de amor e carinho. O que muda é a linguagem, a história emocional e o caminho que cada um encontrou para se proteger. Quando entendemos isso, deixamos de interpretar o comportamento do outro como rejeição pessoal”, conclui.
O posicionamento de Luísa Sonza evidencia que o afeto não é único nem padronizado, e que compreender essas diferenças pode tornar relações pessoais e profissionais mais conscientes e respeitosas.



